A MEG, AS IGREJAS
E AS MISSÕES
No momento em que nos apresentamos às igrejas, propondo-nos
a cooperar com elas na obra missionária, parece-nos
oportuno deixar bem claro o nosso pensamento a respeito
desta parceria.
Com o passar do tempo as Agências Missionárias multiplicaram-se
e hoje são mais de quatro mil. Por que tantas, é uma
história longa, que passa pela acomodação das igrejas
reformadas sob a égide do Estado. Lutero não teve tempo
de pensar nisto, porque precisava proteger-se da intolerância
da Igreja Romana. As igrejas reformadas descansaram
tranqüilamente nos braços do Estado, onde algumas permanecem
até hoje. Todavia, ao despertarem para a obra missionária,
depararam-se no campo com as Sociedades Missionárias,
agências autônomas, que embora movidas por causa tão
nobre, organizaram-se sob os moldes das empresas mercantis,
movidas pelo lucro. O choque foi inevitável. Em seu
livro Teologia Bíblica de Missões (CPAD), George W.
Peters assim se expressa: "O direito de existência da
agência e a forma como desenvolveu-se historicamente
foram questionados seriamente, se não negados totalmente."
A MEG tem consciência deste questionamento histórico.
A suprema autoridade a enviar o missionário, é Cristo,
que o faz através da Igreja e não de uma Agência. Por
isto nos apresentamos para prestar serviços sob a orientação
das igrejas evangélicas, e não para fazer missões isoladamente.
Não visamos à obtenção de lucros. Nosso propósito é
ajudar no cumprimento da grande comissão. Não somos
a igreja. Somos da igreja. Entendemos que esta delega
parte das suas tarefas à agência, tão somente com propósitos
organizacionais, sendo necessário um acordo doutrinário
entre ambas, para que haja homogeneidade de procedimentos
no campo missionário. Entre em contato conosco. Estamos
seguros de que podemos celebrar uma sólida parceria
para o engrandecimento do reino de Deus aqui na Terra.
|