Encontramos nas escrituras, com relativa freqüência,
Deus à procura de mensageiros.
Nos céus sempre foi fácil encontrá-los: a destruição de
Sodoma, o anúncio a Abraão de que Sara seria mãe na velhice, a
chamada de Gideão, para livrar seu povo, a resposta às orações
de Daniel, o anúncio do nascimento de João Batista, as boas
novas a Maria, o anúncio aos pastores de Belém, a chamada de
Cornélio, são alguns exemplos de oportunidades em que Deus
lança mão de anjos, sempre dispostos a trazer aos homens
mensagens divinas.
Quando se trata de homens, porém, verificamos a grande
dificuldade de encontrá-los disponíveis. A Moisés, disse o
anjo do Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu
povo... vem agora, pois e te enviarei a Faraó. Então disse
Moisés a Deus: Quem sou eu que vá a Faraó... (Ex
3.7,10,11). Seguem-se irritantes desculpas, mesmo depois de
milagres extraordinários, insistindo Moisés em sua
incapacidade de realizar o grande projeto de Deus para
libertar o povo de Israel. É quando Deus fica irado, (4.14) e
encontra um jeito de convencer Moisés, colocando Arão para
ajudá-lo.
No caso de Isaías, Deus exclama do alto do seu trono:
A quem enviarei, e quem há de ir por nós? (Is 6.8).
Quanto a Jonas, Deus lhe ordena: Levanta-te, vai à grande
cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia
subiu até mim. (Jn 1.2). Segue-se um Jonas apavorado,
fugindo ao cumprimento da tarefa.
No Novo Testamento encontramos Jesus enviando
inicialmente os doze, depois os setenta e finalmente, depois
da ressurreição, toda a Igreja, que tem a responsabilidade de
espalhar as boas novas da salvação.
É
claro que a obra da pregação do evangelho não está confinada a
um grupo de crentes pré-selecionados, qualificados, especiais,
competentes. Cabe a toda a Igreja, de acordo com a habilidade
de cada um. Em Efésios 4.11,12, Paulo deixa bem claro que a
chamada é para todos: "Ele mesmo deu uns para apóstolos, e
outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros
para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos
santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de
Cristo." Isto significa que cada um de nós tem o
seu papel no cumprimento de tarefas que lhe são peculiares.
Não há desculpas para fugir à sua responsabilidade, meu
irmão. Ela é pessoal e intransferível.
Somos todos missionários. No trabalho, no bairro, no
ônibus, na escola, onde quer que estejamos, exalamos, por
palavras, por atitudes e ações, "o bom cheiro de Cristo,
nos que se salvam e nos que se perdem" (2Co 2.15).
Portanto, fique atento à sua chamada. Deus conta com
você.
Pr Paulo
Ferreira
Vice-Diretor
MEG